quarta-feira, 18 de maio de 2011

Antonio Melilo (1900 - 1966)



O PIANISTA
Descendente de uma família de músicos iniciou seus estudos de piano no Conservatório Dramático da Capital paulista, em 1921 com 21 anos de idade conclui o curso de piano no Real Conservatório de Nápoles, Itália. Participou e criou diversos grupos artísticos, atuou por vários anos nas principais rádios da época, apresentava em nas salas de cinema e também nos clubes e sociedades suas composições.

O MAESTRO
Ao terminar o curso de maestro em Nápoles retornou ao Brasil, em Itararé no interior paulista sua cidade natal, foi contratado para atuar como regente de orquestra de uma companhia de óperas que estava excursionando pelo Brasil. A habilidade técnica em ministrar o conhecimento musical ajudou a tornar o maestro um dos maiores incentivadores de orquestras da época, organizou e foi regente de diversas bandas como a Banda de Música de Itararé, em Curitiba ficou sob sua responsabilidade a criação de duas das mais importantes orquestras de sua época: a do Clube Curitibano e a Sinfônica do Paraná, também foi o diretor da orquestra do teatro Mignon em Curitiba. Na data de 7 de Abril de 1930, funda a Sociedade Sinfônica de Curitiba, organizada em conjunto com os músicos Ludovico Zeyer e Romualdo Suriani.

O PROFESSOR
Em uma de suas visitas a capital paranaense, Melillo foi convidado pelo prof. Léo Kessler para lecionar o curso de piano no Conservatório de Música do Paraná. Em 1924 assume o cargo de diretor do Conservatório, vindo a deixar este cargo somente após o completo encerramento das atividades no local. Acreditando na necessidade dar continuidade a obra iniciada por Kessler, bem como de seu próprio trabalho, resolveu criar sua própria escola de música que recebeu o nome de Academia de Música do Paraná. Foi o responsável pela criação/fundação do Conservatório Estadual de Canto Orfeônico sendo ele próprio o diretor. O professor Fernando Correa de Azevedo fundador da EMBAP no ano de 1948 convidou Melillo para integrar o corpo docente da recém criada instituição, mas em virtude do trabalho que já vinha sendo realizado não aceitou a proposta, pois já dirigia sua respeitada Academia e resolveu concentrar ali mesmo seus esforços para a criação da Faculdade de Educação Musical (FEMP), mas infelizmente somente no ano seguinte a sua morte (1967) o sonho se concretizou. Escreveu um pequeno livro chamado “Didática do Canto Orfeônico” onde destaca os princípios do ensino da música, como técnicas de ensino, didática, planejamento de aulas e avaliação. Atualmente a instituição idealizada por Melillo recebe o nome de Faculdade de Artes do Paraná (FAP).

O COMPOSITOR
Compôs um número significativo de obras sobre temas locais paranaenses como, por exemplo, as obras Fandango e “Senhorita Curityba”, o maestro foi um dos defensores do movimento paranista na capital sua obra “O Hino do Professor”, que tem letra de Helena Kolody e a obra “Goiobang” homenagem ao 1º Centenário da Emancipação Política do Paraná, com letra de Oscar Martins Gomes, demonstra toda a efervescência musical presente na cidade. Compôs várias peças para piano e canto como “Ce vaco?ah!!” destacando-se a obra “ Dimme ó Pecché...”, que foi a vencedora no concurso de compositores em Nápoles, Itália em 1919. Ainda em Nápoles compôs a valsa Bouquet”. No ano de 1925 em parceria com Correia Junior, escreveu a letra e música do “Hino do Clube Atlético Paranaense”, sendo este o primeiro hino da história do clube.

Cássio Menin

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